9 de mai. de 2012

Uma homenagem ao Krisiun

Como todos devem saber, a ideia original do nome da nossa guild foi tirada do título do oitavo álbum da banda gaúcha, Krisiun. Este título expressa nosso sentimento de amor pela nossa terra e pela nossa tradição. Bom, tendo exposto isso, gostaria de prestar aqui minha homenagem a este álbum desses três gaúchos de Ijuí, fazendo um review do disco ‘Southern Storm’. Obrigado Krisiun, espalhem este nome pelo mundo. 

Os três gaúchos do Krisiun, Alex Camargo, Max Kolonese e Moyses Kolonese.

O ano é 2008, e a banda gaúcha Krisiun encontra-se no auge de sua carreira ao lançar o impressionante ‘Southern Storm’. Alex Camargo, Max Kolense e Moyses Kolense chegam a seu ápice, com toda a experiência adquirida no decorrer dos anos. O álbum transborda técnica, peso sem deixar o feeling de lado. Com uma gravação mais trabalhada, o álbum soa moderno sem que a banda afaste-se de suas raízes. Não é possível comparar esse álbum com outras bandas do estilo, afinal, é Death Metal, mas não nos remete a nomes como Morbid Angel, Death, Nile ou Cannibal Corpse (grandes nomes do estilo). É simplesmente Krisiun, esse tanque de guerra sulista.

Capa do album "Southern Storm".

O álbum abre com Slaying Steel, onde a banda já mostra a que veio. Técnica absurda, riffs velozes e um clima inacreditável criado pelo entrosamento dos músicos. Passagens mais ‘lentas’ no meio da música cheia de mudanças de tempo dão a ela uma variação interessante. Na sequência temos Sentenced Morning, moderna e rápida, muito rápida, especialmente a bateria de Max Kolense, como é de costume, mas neste álbum as variações e técnica do músico estão muito mais apuradas que já era de costume.

Neste ponto já me permito destacar o quanto todos os instrumentos estão nítidos neste álbum, bateria, guitarra e baixo aparecendo muito bem, permitindo ouvir tudo com clareza. Mas a principal evolução fica a cargo do vocal de Alex Camargo, que esta facilmente entre os melhores do gênero, mais agressivo, porém mais claro do que em álbuns como o ‘debut’ Black Force Domain. Twisting Sights vem para mostrar toda essa evolução de que falo, mudanças de tempo constantes e um entrosamento poucas vezes visto no Death Metal. O destaque dessa música fica a cargo dos Riffs e Solos de Moyses.

Em Minotaur da para dar uma respirada, uma música mais lenta, mas não menos potente. Mas logo a velocidade retoma e o peso volta com tudo, em Combustion Inferno, o nome dela diz tudo.

Massacre Under the Sun é um verdadeiro massacre sonoro, inicio totalmente ‘bangeante’ em seguida a banda acelera à 300 km/h, com passagens intrincadas aqui e acolá. Em seguida temos Bleeding Offers, uma típica música do Krisiun, que nos remete aos álbuns anteriores, nota-se em algumas passagens riffs totalmente Thrash Metal.

Antes de o álbum rumar para seu fim, os gaúchos nos presenteiam com um cover para Refuse/Resiste do Sepultura, tão empolgante quanto a original, mostrando de onde vem algumas de suas influências. Origon of Terror é uma música bastante variada e muito agressiva, com passagens que por incrível que pareça, me lembram os suecos do Opeth.

Quando você pensa que o ritmo vai diminuir, Contradictions of Decay vêm para te deixar de queixo caído. Em minha opinião, esta é disparada a melhor do álbum.

Sons of Pest também mostra o quanto o Krisiun evoluiu e porque é atualmente a melhor banda do Brasil. Por fim, temos a bela vinheta Black Wind, que me lembra os campos sulistas e o álbum encerra com a rifferrama de Whore of the Unlight, mais uma música fantástica.

Esse álbum não só representa em seu título o sentimento de paixão que temos pelo sul do nosso país, mas nos mostra que nem só de gringos vive o metal. Estamos muito bem servidos, obrigado! Krisiun, obrigado por nos presentear com este que é um dos melhores álbuns de Heavy Metal de todos os tempos!

Krisiun, foto de divulgação.



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